segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Meu amor encontra-me

 Meu amor encontra-me

Vem ao de leve ter comigo

Abraça-me meu amor

Beija-me meu amor

E ao de leve 

deixa-me acreditar em ti


aguardo esse momento desde que nasci

vivo para esse dia

quero que esse dia chegue

preciso que seja hoje ou amanhã


amor vem ter comigo

amor estou demasiado só

morro de solidão

morro por dentro

não sei viver assim sem ti


preciso de te beijar

preciso de te abraçar

preciso de falar contigo

preciso de te acariciar

preciso de sonhar ao teu lado

preciso de construir contigo

preciso de ti

preciso que precises de tudo isto também


14-11-07


Deixa passar esta dor

 Deixa passar esta dor

Olha o que está por baixo

Dois pontos longe

Barulho ao fundo


Arde o estômago

Calor em todo o corpo

Som ondulante no dia

Balanço de emoções


Encontro-te comigo

Mexo os braços

Olho a rua

É Outono


23-11-04


As tardes passam calmas e sem sentido

 As tardes passam calmas e sem sentido

Algumas

Outras 

Envolvem-nos de emoções e movimentos 

Que não esperamos

Mas sempre aguardámos


Sensações de tudo

De pleno e simples

Suave ondulação

Procura, encontro e troca


Medo de me perder 

De não agradar

De encontrar o que não se quer


Essa terrível sensação de medo

Esse fantasma que se esconde

Dentro do que mais “queremos”


Ficaram duas coisas

Uma boa tarde

E alguma esperança


18-11-04


A paz que me fugia

A paz que me fugia

Está aqui com tanta força

Que me sinto a flutuar 

Sereno e morno

Sem historia nem direcção.

Foi a tua aceitação de mim

É a minha aceitação de tudo

Sabemos nestes momentos

Que a felicidade é paz.

É aceitar é sentir

O mundo é igual ao de ontem

Mas eu não 

Algo em mim mudou

Eu acreditei que podia

E merecia este amor

Alma inquieta que te rendeste 

À partilha com alguém

Alguém que espero

Esteja como eu

Cheia de bem-estar

E vazia de turbulência

É preciso chegar ao desespero 

Para que o mundo olhe por nós 

E nos encante

Com mais uma das suas magias

Espera só mais um momento 

E ouve este som

Sente esta pele, este aroma

Encanto de sereia no marinheiro

Do meu mar de esperança

Abraça-me uma e outra vez

Sem te cansares

Sem adormeceres

Deixa-me fazer só mais uma festa

No teu pescoço suave e doce.

Juntos fazemos musica

Não de ouvir 

Mas sentir como uma vibração

Que vem do fundo da humanidade

Enquanto nos repartimos nas palavra 

E nos gestos

Amiga Mulher Amante

Senhora da chave secreta 

Da minha alma 

Contigo foi isto 

O tempo que fale


12-11-2004


Só, tristemente só.

Só, tristemente só. 

Capaz de ser infeliz mas incapaz de me render às inversões do outro.

Dói-me o corpo, dói-me a alma. Mais uma vez não tive a possibilidade de construir um caminho que me parecia ao longe que era o meu, mas ao me aproximar encontrei muitas situações de resistência, dificuldades e inversões de sentido.

Só queria ser feliz.

Queria só estar contigo como estou quando estamos no Skype.

Pareces ao longe que és como eu, mas quando te aproximas, recuas e desapareces.

Tens medo, duvidas…

Quando duvidamos de um sonho ele desaparece…


10-11-08


Tempo despido de saudade e de tristeza

 Tempo despido de saudade e de tristeza

Saído do tempo visto

Tenta me encontrar como tenho vivido


Tema da vida passada

Obra da memória esquecida

Da busca do nada 

Encontro de novo com a vida

Busca o tempo que não vivi

Encontra a vida que sofri 


E espera


20-11-04


Sempre soube o que ainda não sei

 

Sempre soube o que ainda não sei

Já sinto o que vou ter

Mas sem saber

Tenho a vida que fiz sem querer

Faço o dia que vivo com cuidado

Olho os dias que passaram com amor

Espreito os dias que vêm com curiosidade

E paro

E oiço

Como é?

 

2005-05-18

terça-feira, 6 de julho de 2021

Autobiography in Five Short Chapters By Portia Nelson

I

I walk down the street.
There is a deep hole in the sidewalk
I fall in.
I am lost ... I am helpless.
It isn't my fault.
It takes me forever to find a way out.

II

I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I pretend I don't see it.
I fall in again.
I can't believe I am in the same place
but, it isn't my fault.
It still takes a long time to get out.

III

I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I see it is there.
I still fall in ... it's a habit.
my eyes are open
I know where I am.
It is my fault.
I get out immediately.

IV

I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I walk around it.

V

I walk down another street.

domingo, 6 de dezembro de 2020

"A HOSPEDARIA"

Ser humano é como uma hospedaria  onde todas as manhãs há uma nova chegada. 

Uma nova alegria, uma depressão, uma mesquinharia, uma percepção momentânea chega, como visitantes inesperados.

Acolha e distraia a todos! Mesmo se for uma multidão de tristezas, que varre violentamente sua casa e a esvazia de toda a mobília,

Mesmo assim, honre os seus hóspedes. 

Eles podem estar limpando você para a chegada de um novo deleite. 

O pensamento escuro, a vergonha, a malícia, receba-os sorrindo à porta, e convide-os a entrar. 

Seja grato a quem vier, porque todos foram enviados..."

Rumi, o poeta sufista do séc.XIII

Tirado do livro ATENÇÃO PLENA - Mark William e e Danny Penman.  

domingo, 9 de agosto de 2020

EGO, O FALSO CENTRO

"O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.

      Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.

     Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.

      Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.

      Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.

      Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer. 

      Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.

      E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo. 

      Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.

      O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. 

      O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você. 

      O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade. 

      Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. 

      Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro...

      Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.

      A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.

      E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade. 

      Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. 

      O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção. 

      Você obtém dos outros a idéia de quem você é.  Não é uma experiência direta. 

      É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele. 

      Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso -  é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é. 

      Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos. 

      Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...

      Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser... É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo. 

      Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa. 

      E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. 

      Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca -  e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto. 

      Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido. 

      Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto. 

      Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.

      Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da existência. 

      É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas...

      O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?

      O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?  E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...

      E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.

      Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.

      Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.

      As causas não estão fora de você.

      A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha angústia?'

      Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego. 

      E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido. 

      Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me humilde'...

      Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece. 

      E então você nunca diz: 'eu abandonei o ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade...

      É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.

      Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.

      Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.

      Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge.

      E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir."

Osho

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Love & Freedom


"He is absolute Freedom and She is absolute Love.

Love found herself rejected by Freedom and Freedom found himself imprisoned by Love.

And Love without Freedom is attachment and Freedom without Love is escape.

They turned away from each other, both searching for Enlightenment outside their own Shadow and Pain.

And both Love and Freedom felt lonely and they didn’t feel received.

Because Love is nothing without Freedom and Freedom is nowhere without Love.

But Love needs to Dive Deep on her own and Freedom needs to Show Up for himself

To remember the Truth of who they are and connect to their own Sacred Source

And instead of Falling apart, they are Falling together

In Unity"

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A verdade e a mentira

“Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade:
- Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
- Bom dia, dona Mentira.

- Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.

E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.

E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua."

_Parábola judaica

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Deixa florir

Inunda-me com o teu amor por um minuto.
Confia.
Deixa ficar enquanto sentirmos
Deixa-me regar sempre com a água que brota de mim
Aceita que corra este rio que é meu entre esta terra e o sol que é teu.
Que o solo acolha e o sol aqueça
Que a água amacie e sacie a sede
Dança…
Deixa florir

Amigabilidade

Falar da sua verdade estando enraizado e sentindo o outro é trilhar o caminho da amigabilidade.

A Vida

A história mais épica, dramática, lírica, cómica, erótica e romântica que conheço é:
A vida.
A história única no universo.
A flor única no grande jardim.
O cheiro inconfundível para quem nos cheirou.
O sabor que nos faz lembrar só uma pessoa.
O som.
A música.
A dança.
O espaço com os outros também a dançar.

Junho 2018

quinta-feira, 14 de junho de 2018

EU

Era uma vez um menino FABULOSO.
Era lindo por dentro e por fora.
Via tudo como um anjo, com amor e paixão.
Vivia e vive
Hoje Eu sou.
EU

07-2018

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Dia a dia da Clara

Vidas sem espaço para respirar, sem ar para sonhar. O tempo de viver, só. Tarefas, cumprir e não perder o dia arriscando a perder o todo.

 O tempo é a vida que temos disponível. A forma de o usarmos é a nossa maior liberdade.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

To the masculine: I want to ask you for forgiveness.


To the masculine: I want to ask you for forgiveness.

I am sorry for all the times when I could not see you...
I am sorry for all the times when I was too blind to be able to receive your love... I am sorry for all the times when I tried to change you, when I tried to make you convenient, comfortable...
I am sorry for all the times I wanted you to be anything but yourself.
I am sorry for all the times when I made you feel less than absolutely beautiful and perfect the way you are...
Please forgive me for all the times when I withheld my love, when I held back, when I iced you and distanced myself from you...
Please forgive me for all the times when I didn’t have the courage to love you with all my heart and was protecting myself from feeling...
When I hold back love in fact I am holding back the love of the Great Goddess... who in fact loves you so totally, at all times.
And I want nothing more than to be a channel of her love.
Simply being yourself makes you worthy of all Her love.
You are absolutely lovable.
You are absolutely beautiful in your freedom, in your wildness.
I am so sorry if I ever made you feel anything less than that.
I am sorry for all the times when I overwhelmed you with my uncontrollable emotion, when I could not be with my own storm and projected it all on you...
I am sorry for all the times I questioned your integrity, your love and your truth; for all the times when I could not trust you...
My heart aches for all the ways in which I could not receive you due to my own fears and insecurities, for all the times when I could not be clear and honest with you, for all the times I lied and pretended to be something that I am not in order to seduce and keep you.
I am so sorry.
Please always stay yourself. And know that you are so deeply loved. And there is nothing that is needed from you in exchange for that love.
It is an honour to have met you.
It is an honour to love you.
I love all of you with all of me.
And I always will.

#sofiasundari