quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Love & Freedom


"He is absolute Freedom and She is absolute Love.

Love found herself rejected by Freedom and Freedom found himself imprisoned by Love.

And Love without Freedom is attachment and Freedom without Love is escape.

They turned away from each other, both searching for Enlightenment outside their own Shadow and Pain.

And both Love and Freedom felt lonely and they didn’t feel received.

Because Love is nothing without Freedom and Freedom is nowhere without Love.

But Love needs to Dive Deep on her own and Freedom needs to Show Up for himself

To remember the Truth of who they are and connect to their own Sacred Source

And instead of Falling apart, they are Falling together

In Unity"

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A verdade e a mentira

“Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade:
- Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
- Bom dia, dona Mentira.

- Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.

E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.

E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua."

_Parábola judaica

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Deixa florir

Inunda-me com o teu amor por um minuto.
Confia.
Deixa ficar enquanto sentirmos
Deixa-me regar sempre com a água que brota de mim
Aceita que corra este rio que é meu entre esta terra e o sol que é teu.
Que o solo acolha e o sol aqueça
Que a água amacie e sacie a sede
Dança…
Deixa florir

Amigabilidade

Falar da sua verdade estando enraizado e sentindo o outro é trilhar o caminho da amigabilidade.

A Vida

A história mais épica, dramática, lírica, cómica, erótica e romântica que conheço é:
A vida.
A história única no universo.
A flor única no grande jardim.
O cheiro inconfundível para quem nos cheirou.
O sabor que nos faz lembrar só uma pessoa.
O som.
A música.
A dança.
O espaço com os outros também a dançar.

Junho 2018

quinta-feira, 14 de junho de 2018

EU

Era uma vez um menino FABULOSO.
Era lindo por dentro e por fora.
Via tudo como um anjo, com amor e paixão.
Vivia e vive
Hoje Eu sou.
EU

07-2018

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Dia a dia da Clara

Vidas sem espaço para respirar, sem ar para sonhar. O tempo de viver, só. Tarefas, cumprir e não perder o dia arriscando a perder o todo.

 O tempo é a vida que temos disponível. A forma de o usarmos é a nossa maior liberdade.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

To the masculine: I want to ask you for forgiveness.


To the masculine: I want to ask you for forgiveness.

I am sorry for all the times when I could not see you...
I am sorry for all the times when I was too blind to be able to receive your love... I am sorry for all the times when I tried to change you, when I tried to make you convenient, comfortable...
I am sorry for all the times I wanted you to be anything but yourself.
I am sorry for all the times when I made you feel less than absolutely beautiful and perfect the way you are...
Please forgive me for all the times when I withheld my love, when I held back, when I iced you and distanced myself from you...
Please forgive me for all the times when I didn’t have the courage to love you with all my heart and was protecting myself from feeling...
When I hold back love in fact I am holding back the love of the Great Goddess... who in fact loves you so totally, at all times.
And I want nothing more than to be a channel of her love.
Simply being yourself makes you worthy of all Her love.
You are absolutely lovable.
You are absolutely beautiful in your freedom, in your wildness.
I am so sorry if I ever made you feel anything less than that.
I am sorry for all the times when I overwhelmed you with my uncontrollable emotion, when I could not be with my own storm and projected it all on you...
I am sorry for all the times I questioned your integrity, your love and your truth; for all the times when I could not trust you...
My heart aches for all the ways in which I could not receive you due to my own fears and insecurities, for all the times when I could not be clear and honest with you, for all the times I lied and pretended to be something that I am not in order to seduce and keep you.
I am so sorry.
Please always stay yourself. And know that you are so deeply loved. And there is nothing that is needed from you in exchange for that love.
It is an honour to have met you.
It is an honour to love you.
I love all of you with all of me.
And I always will.

#sofiasundari

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Lição do Vidro Embaciado


Ía eu a conduzir, num dia chuvoso de frio gélido, e eis que me apercebi de um dos belos exemplos práticos da teoria que já conhecemos.
O vidro embaciado por dentro, não pode ser limpo de fora, e apenas desembacia com o ar quente, gradualmente, até que se consegue ver claramente. Esse ar pode vir de dentro, ou de fora, tal como o ar que se respira, e mesmo que se opte por limpar o vidro com um pano, se não houver ar, ele volta a embaciar.
Já sabemos por experiência própria que não podemos mudar os outros e o mundo lá fora directamente, e sabemos que porém, podemos mudar-nos a nós próprios, fazendo escolhas de acordo com o que realmente queremos manifestar, e libertando as anteriores que já não nos servem no presente.
Por vezes tardamos em fazê-lo realmente, por medo da mudança, por medo de insegurança, por falta de confiança, etc, etc, etc... e por isso os acontecimentos externos que ocorrem no nosso mundo particular continuam a reflectir as escolhas do passado que persistem dentro de nós, e não as escolhas que achamos que realmente queremos mas ainda não alterámos, de facto.
Parece que temos também medo de que, se escolhermos uma vida equilibrada e harmoniosa, não saberemos viver sem a adrenalina do drama.
E então, o nevoeiro persiste nos nossos vidros, e continuamos a ver a vida turva pelos nossos jogos, sem clareza sobre o que é real e o que é ilusório.
Á medida que vamos aquecendo por dentro, fruto do Amor que gradualmente desperta, um Amor profundo, o Amor da Alma, o Amor compassivo que tudo aceita e abarca, incondicionalmente, para além do julgamento, os vidros vão desembaciando. À medida que vamos inspirando cada vez mais profundamente, dizendo "Sim" à Vida, assim ela vai fluindo com Graça e Contentamento. À medida que vamos escolhendo e autorizando a libertação dos jogos, das ilusões, dos dramas, o Amor vai aumentando, aquecendo, descongelando o que há muito residia paralisado pelos inúmeros traumas, dores, mágoas, raivas, culpas, ressentimentos. À medida que nos expressamos claramente, sem máscaras e armaduras, sem estratégias e esquemas, a névoa desaparece, sempre de dentro para fora. À medida que vamos aceitando tudo como experiências apenas, sem serem intrinsecamente boas ou más, vamos deixando que o vidro desembacie.
Claro está, que o que se vê lá fora se torna muito diferente, cada vez mais nítido, menos confuso, mais autêntico, mais precioso.
E assim é a lição do vidro embaciado.
Atenção, mantém o Amor aceso dentro de ti, mantém o ar circulando com reverência pela dádiva da Vida e verás que os vidros embaciam cada vez menos. Seja como for, se embaciarem, é simples, basta parar, escolher claramente e pôr o Amor e a Vida a circular de novo. Tão simples...

Tânia Castilho

domingo, 11 de dezembro de 2016

Sacredness

Sacredness comes from developing gentleness towards ourselves.
Then the Irritation of being with oneself is taken away. 
When that kind of friendliness occurs then one also develops friendliness towards the rest of the World.
At that point, sadness, loneliness and wretchedness begin to dissipate.
We develop a sense of humor. We don't get so pissed of if we have a bad cup of coffee in the morning.
Appreciating our human dignity comes from that and then the moon in your heart becomes natural and obvious, and the sun in your head is also obvious and natural.
Chogyam Trungpa

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Da Opus Dei à maçonaria: a incrível história do BCP

http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_miguel_sousa_tavares/da-opus-dei-a-maconaria-a-incrivel-historia-do-bcp=f203290

Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho. Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.
1 Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples: cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco. Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor. Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital. O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how". Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).
2 Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos. E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital. E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco. Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados perante as perdas em bolsa; aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento. Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão - aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos. Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E, enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.
3 Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI. Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa. E descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...
4 Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo - o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país - protegido de Sócrates, que lhe deu um museu do Estado para ele armazenar a sua colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa. E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo. E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.
5 E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.
6 Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI. E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS. Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - esse expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.
E eis como um banco, que era tão independente que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.
8 E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição? Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público. Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo com maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado. Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.